E se algum dia o ser humano pudesse sobreviver do que ele próprio produz, de forma justa, sem prejuízo a outras pessoas e ao meio ambiente? Essa é a proposta que um novo modelo de produção chamado Economia Solidária vem mostrando nos últimos anos. A economia solidária é uma alternativa inovadora de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem exploração de mão-de-obra e com respeito ao meio-ambiente. Isto é, sem querer levar vantagem sobre o homem ou sobre a natureza. É uma atividade que fortalece o grupo onde cada um pensa no bem de todos e no meio-ambiente. Parece um tanto utópico, mas já encontramos empresas produzindo no mercado. Em cooperativas administradas com base na Economia Solidária. É o caso do Sr. Carlos Martins que trabalha no Mercado de São Brás, em Belém.

O Pará já possui lei que estimula e regulamenta a economida solidária no Estado. Uma lei de autoria da Deputada Estadual Bernadete Ten Caten, do PT, instituiu a Política de Fomento à Economia Solidária, com a criação do Conselho Estadual da Economia Popular e Solidária, que vai acompanhar e fiscalizar todo o processo de implementação dessa política no Pará.
A economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com crescimento econômico e proteção dos ecossistemas. Ela implica, na verdade, na reversão da lógica capitalista considerando o ser humano na sua integralidade. Será possível?

2 comentários:
Parabéns pelo seu trabalho MEG, sempre acompanho de longe. Parabéns mesmo, posso imaginar a luz que leva a centenas de paraenses e pessoas que desejam melhores condições neste mundo em que vivemos, mundo este que depende da mudança e auto-avaliação constante sobre nossos atos.
Abraços,
Rogério.
Meg, poderias deixar aqui pra gente o número da Lei que a deputada Bernadete estava citando (de economia solidária e não do fundo).
Abraço
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